História de Agamenon Mendes Pedreira não passa de cópia do programa de TV

FIlme com Hubert e Marcelo Madureira, do Casseta & Planeta, peca pela falta de originalidade
Ana Clara Brant - EM Cultura
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Apesar dos esforços, o filme – que tem no elenco atores como Marcelo Adnet como o protagonista na juventude; Luana Piovani, como Isaura, esposa de Agamenon; e Luiz Carlos Miele – não consegue provocar o mesmo efeito da coluna publicada há 20 anos pelo jornal O Globo, que se destaca a cada domingo pela ironia e inteligência. “Não fizemos um filme sobre o personagem da coluna, até porque tem gente que nunca o leu, não o conhece e vai assistir ao filme. Agamenon do cinema é um personagem de carne e osso. Era o que queríamos retratar nessa cinebiografia cômica. Foi um grande desafio”, explica Hubert.
A produção tem participações bem especiais, de gente como Fernando Henrique Cardoso, Jô Soares, Caetano Veloso, Ruy Castro (biografado não autorizado do personagem), Nelson Motta, Paulo Coelho e Zeca Pagodinho. Segundo Hubert e Madureira, as ‘celebridades’ prestaram depoimentos “quase espontâneos” e, o mais interessante, praticamente todos foram alvo da língua ferina de Agamenon. “Todos já foram sacaneados por ele e, mesmo assim, fizeram questão de participar. Temos ainda Pedro Bial, que faz o papel mais difícil de sua carreira, o de Pedro Bial; e ainda a cereja do bolo: a narração de Fernanda Montenegro. Foi a primeira a ver o roteiro e gostou de cara. Foi um ápice”, diz Marcelo Madureira.
As aventuras de Agamenon – O repórter é o primeiro longa do diretor Victor Lopes e, curiosamente, partiu dele a ideia de levar a história do jornalista à telona. “É um personagem que sempre tive vontade de fazer, desde quando era estudante de cinema. Falei com Madureira e Hubert e eles toparam. Foi um mérito ter trabalhando com gerações diferentes de humoristas como os cassetas, Adnet e Miele”, conta Lopes.
CAPRICHO Como Agamenon foi testemunha ocular dos principais acontecimentos históricos mundiais como o naufrágio do Titanic, as duas guerras mundiais, a queda do Muro de Berlim e as mortes de Getúlio Vargas e John Kennedy, a produção teve que se esmerar nos efeitos especiais. Foi em busca de material de arquivo e até reconstruiu algumas locações. “Apesar de ser um filme de humor, não queríamos que ficasse com aquele aspecto fake. Fizemos grande investimento na compra de material de arquivo, nos figurinos e na construção de cenários. Recriamos parte do Titanic, a caverna do Bin Laden, o bunker do Hitler. E ainda usamos muitos efeitos especiais”, revela o produtor Flávio Ramos Tambellini
Um dos destaques do filme é o Funk dos aliados, interpretado por Marcelo Adnet, aliás, bem semelhante ao que ele apresenta em seu programa na MTV, como a famosa música Gaiola das cabeçudas, em que ele cita pensadores como Lutero e Kant. “Na verdade, a ideia do funk foi de Hubert e Marcelo, mas ajudei. Tenho muitas referências deles, porque desde criança os acompanhava. Foi um privilégio estar nessa empreitada com humoristas que admiro tanto”, resume Adnet.
HISTÓRIA MANDADA POR ELIETE DE RORAIMA
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